Bordalo II Joga Monopólio na Praça e Põe Lisboa em Jogo
Bordalo II, o artista conhecido pelas suas obras que denunciam os problemas ambientais e sociais através da utilização de lixo e materiais reciclados, voltou a dar que falar em Lisboa. Desta vez, a sua intervenção artística transformou uma praça no Cais do Sodré num tabuleiro gigante de Monopólio, uma crítica mordaz à crise na habitação que assola a capital e o país.
A instalação, que surgiu de surpresa, ocupou a calçada portuguesa com as cores e os elementos característicos do famoso jogo de tabuleiro: propriedades, casas, hotéis, cartas de "Sorte" e "Imprevisto". Uma metáfora visual poderosa que compara o mercado imobiliário lisboeta a um jogo onde poucos ganham e muitos perdem, onde o direito à habitação se tornou um luxo inatingível para grande parte da população.
As reações não se fizeram esperar. A iniciativa de Bordalo II foi amplamente divulgada pelos meios de comunicação, gerando debate e opiniões divergentes. Se por um lado, muitos aplaudiram a ousadia e a pertinência da mensagem do artista, por outro, a Câmara Municipal de Lisboa reagiu de forma menos entusiasta.
A autarquia, através de declarações aos meios de comunicação, criticou a instalação, alegando que danificou a calçada portuguesa, um elemento patrimonial da cidade. A controvérsia está instalada: arte e denúncia social versus preservação do património e ordem pública.
Bordalo II, por sua vez, justificou a sua ação, afirmando que "não se sente bem em calar-se" perante a gravidade da crise habitacional. Para o artista, a urgência da situação justifica a intervenção, mesmo que esta implique uma certa confrontação com as autoridades.
A remoção da instalação pela Câmara Municipal, noticiada poucas horas após a sua aparição, apenas intensificou o debate. A rapidez com que a obra foi desmantelada levanta questões sobre a liberdade de expressão artística no espaço público e a tolerância das autoridades perante manifestações que questionam o status quo.
Independentemente das opiniões, a intervenção de Bordalo II no Cais do Sodré cumpriu o seu objetivo: colocar a crise da habitação no centro da discussão pública. Ao transformar a praça num tabuleiro de Monopólio, o artista conseguiu, de forma criativa e impactante, ilustrar a realidade de muitos lisboetas e portugueses que veem o direito à habitação ser cada vez mais um jogo de sorte, onde as probabilidades estão contra eles.
Esta ação de Bordalo II demonstra, mais uma vez, o poder da arte como ferramenta de denúncia social e de consciencialização. A sua obra, feita de lixo e crítica, continua a desafiar-nos a olhar para os problemas da sociedade e a questionar as regras do jogo. E, neste jogo de Monopólio da habitação, a mensagem é clara: é preciso mudar as regras antes que o tabuleiro fique completamente vazio para a maioria.
A instalação, que surgiu de surpresa, ocupou a calçada portuguesa com as cores e os elementos característicos do famoso jogo de tabuleiro: propriedades, casas, hotéis, cartas de "Sorte" e "Imprevisto". Uma metáfora visual poderosa que compara o mercado imobiliário lisboeta a um jogo onde poucos ganham e muitos perdem, onde o direito à habitação se tornou um luxo inatingível para grande parte da população.
As reações não se fizeram esperar. A iniciativa de Bordalo II foi amplamente divulgada pelos meios de comunicação, gerando debate e opiniões divergentes. Se por um lado, muitos aplaudiram a ousadia e a pertinência da mensagem do artista, por outro, a Câmara Municipal de Lisboa reagiu de forma menos entusiasta.
A autarquia, através de declarações aos meios de comunicação, criticou a instalação, alegando que danificou a calçada portuguesa, um elemento patrimonial da cidade. A controvérsia está instalada: arte e denúncia social versus preservação do património e ordem pública.
Bordalo II, por sua vez, justificou a sua ação, afirmando que "não se sente bem em calar-se" perante a gravidade da crise habitacional. Para o artista, a urgência da situação justifica a intervenção, mesmo que esta implique uma certa confrontação com as autoridades.
A remoção da instalação pela Câmara Municipal, noticiada poucas horas após a sua aparição, apenas intensificou o debate. A rapidez com que a obra foi desmantelada levanta questões sobre a liberdade de expressão artística no espaço público e a tolerância das autoridades perante manifestações que questionam o status quo.
Independentemente das opiniões, a intervenção de Bordalo II no Cais do Sodré cumpriu o seu objetivo: colocar a crise da habitação no centro da discussão pública. Ao transformar a praça num tabuleiro de Monopólio, o artista conseguiu, de forma criativa e impactante, ilustrar a realidade de muitos lisboetas e portugueses que veem o direito à habitação ser cada vez mais um jogo de sorte, onde as probabilidades estão contra eles.
Esta ação de Bordalo II demonstra, mais uma vez, o poder da arte como ferramenta de denúncia social e de consciencialização. A sua obra, feita de lixo e crítica, continua a desafiar-nos a olhar para os problemas da sociedade e a questionar as regras do jogo. E, neste jogo de Monopólio da habitação, a mensagem é clara: é preciso mudar as regras antes que o tabuleiro fique completamente vazio para a maioria.
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