22 dezembro 2010

Os portugueses continuam pessimistas e gastam menos neste Natal

O Natal está a aproximar-se e os portugueses fazem contas à vida. O consumo nesta época diminuiu face ao período homólogo.

 

Mais de metade dos portugueses vão gastar menos em prendas de Natal este ano.

Tentamos imaginar os presentes que mais se adequam a cada um nesta época natalícia. Mas depois falta tempo para encontrar o presente ideal para cada um e, com a crise actual, deparamo-nos também com uma escassez de euros para atribuir a cada um o que de facto gostaríamos de dar.

Assim o pessimismo continua a marcar o ano de 2010 e em particular esta época natalícia.

Diria mesmo que os portugueses passaram a adoptar nova postura face aos comportamento de consumo.

Assim e de acordo com estudos recentes, os europeus continuam a consumir muito na época de Natal, mas as prioridades na compra centram-se agora na utilidade dos presentes, na necessidade de reduzir o montante gasto em cada um e na procura do melhor preço.


Nesta época natalícia os consumidores europeus e em particular os portugueses estão perante um conflito de influências. Estão divididos entre um ambiente económico desfavorável e a existência de novos produtos inovadores no mercado”, como seja o iPad, a nova máquina de café da Delta, a nova máquina fotográfica Nikon COOLPIX S8000 ou o novo telemóvel da Samsung Galaxy S.

Para continuar a interagir com os consumidores, os fabricantes e retalhistas necessitam de incorporar os novos media nas suas ferramentas de comunicação, uma vez que estão a ganhar terreno à publicidade tradicional na orientação das escolhas dos consumidores.


Querida, encolhi o orçamento do Natal

Face a este clima de pessimismo e incerteza, a maioria dos consumidores europeus planeia reduzir o orçamento para o período de Natal e Passagem de Ano, sendo que em Portugal, a redução é maior que a média.

Apesar de um declínio nos gastos previstos, os consumidores da Irlanda e do Luxemburgo vão gastar 1020 e 1200 euros, respectivamente. Os gregos dispõem de um orçamento de 410 euros bem como os holandeses, que sempre tiveram hábitos de consumo modestos nesta época.


Prioridades de compra alteraram-se


Os consumidores europeus querem manter os orçamentos controlados, um sentimento transversal a todos os estratos. Esta necessidade reflecte-se no aparecimento de novas estratégias de compra e na mudança dos hábitos de consumo a longo prazo.

Os portugueses desejam oferecer prendas úteis. Esta necessidade surgiu com a crise de 2008, mas que parece estar a tornar-se um comportamento permanente. Ainda bem.

Algumas sugestões:
-         Racionar a quantidade de presentes
-         Mais baratos
-         Oferta de presentes em grupo

As grandes marcas já perderam posição, sendo que os consumidores portugueses procuram agora, em primeiro lugar, presentes de retalho e marcas brancas em vez de grandes marcas.

Os adultos portugueses gostariam de receber de prenda de Natal:
-         Dinheiro
-         roupas/calçado
-         livros

Planeiam oferecer:
-         livros
-         cosméticos
-         perfumes

As crianças com menos de 12 anos vão receber presentes didácticos e os adolescentes até aos 18 anos vão receber livros.


Os novos canais de venda


Quase metade dos consumidores portugueses pesquisa e compara preços na Internet, em sitios como o MIAU, LEILOES, COISAS, EBAY, AMAZON, KUANTO KUSTA, PIXMANIA, IZIDEAL, PRECOS, BARATIX, entre outros. No entanto poucos portugueses (cerca de 20%) compram online.

A tendência é para as compras online aumentarem no futuro, salientando assim o potencial da Internet no mercado europeu de retalho e a alteração da mentalidade dos consumidores que de ano para ano se estão a habituar às compras online e a ganhar confiança na segurança dos pagamentos e entregas.

A preferência pela Internet está relacionada com facilidade de encontrar produtos com preços mais competitivos, a conveniência de todo o processo e a possibilidade de evitar as grandes multidões.

Os portugueses também são sensíveis a questões ambientais, mas dois terços dos portugueses e europeus consideram que estas ainda são uma desculpa para aumentar os preços.

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