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Marraquexe - o Futuro

Muita coisa mudou em Marraquexe na última década. O trânsito ficou ordenado e as regras, tanto de trânsito como de higiene e saúde pública, alteraram-se. E não apenas por causa dos estrangeiros residentes.  Os marroquinos estão de braços abertos para o progresso e interiorizam tudo rapidamente. Apesar de Marrocos depender essencialmente da agricultura  (tem cerca de 8,5 milhões de hectares de terra arável), o turismo é uma fonte de receitas com tendência para aumentar.   Veja também Marraquexe - A Cidade Nova

Marraquexe - a Cidade Nova

No entanto, há uma Cidade Nova na velha Marraquexe, fora dos muros ocres da medina. As avenidas longas e retilineas revelam bairros modernos, com edifícios de arquitetura contemporânea, em betão, vidro e metal, esplanadas ao melhor estilo parisiense, cuidadas e selectas e lojas de marcas internacionais. Esta cidade limpa, ordenada e climatizada cresce à volta do seu mais famoso jardim: o Majorelle - que, tal como os bairros Guéliz e Hivernage, nada tem de típico, nem traços árabe-andaluzes. Transformado em ícone da cidade, foi mandado construir na década de 1930 por Jacques Majorelle, pintor francês que se apaixonou por Marrocos e mais tarde adquirido por Yves Saint Laurent e pelo seu sócio e companheiro Pierre Bergé. Por outro lado, Guéliz e Hivernage, habitados sobretudo por franceses reformados, ingleses, árabes e outros estrangeiros abastados, simbolizam não apenas a globalização em marcha, mas um outro estatuto social, uma nova qualidade de vida a que os marroquinos também...

Marraquexe - Luxuosa e Elegante

Quem viaja com a expectativa de encontrar apenas extravagância e exotismo desengane-se. A cidade vermelha é mais sofisticada e cosmopolita do que os guias turísticos fazem parecer. É uma pérola. africana, discreta e sedutora. Jemaa el-Fna, uma das mais movimentadas praças africanas, à qual é impossível resistir. Quase tudo atrai o olhar e os sentidos: as cores e os perfumes da comida, os montes alinhados com frutos secos e citrinos, as flautas dos encantadores de serpentes, os macacos amestrados, os barbeiros, as quiromantes e os curandeiros ambulantes. Pouco a pouco a confusão envolve-nos, num misto de estranheza e magnetismo. Por entre "derbs" - ruas estreitas e labirinticas da medina, partilhadas por traseuntes, motos, bicicletas e carrinhos de mão com diversos produtos para vender - e "souks" - mercados tradicionais, igualmente labirínticos, tão coloridos quanto barulhentos e perfumados - ficamos mais perto de um mundo milenar, de caravaneiros vindos de par...