13 setembro 2013

Os tremores políticos do governo português

O governo português, após alguns tremores políticos, evitou o colapso até agora.

O apoio intermitente do CDS tem contribuído para a instabilidade governamental.

A rigorosa execução das exigentes medidas de austeridade impostas pelos credores internacionais, vulgo troika, tem sido de difícil implementação.

A estabilidade política pais tem sido difícil de alcançar.

A aliança política entre o PSD e o CDS tem vindo a fragilizar-se.

Mesmo que o governo de coligação se mantenha, tem vindo a assistir-se ao seu enfraquecimento e perda de vigor.
Atrás destas fissuras governamentais, está a frustração dos portugueses.



Anos de cortes na despesa pública, saúde, segurança social e educação atiram o país para uma recessão económica longa e sem fim à vista.


Os benefícios prometidos desta forma tardam em aparecer.

O Produto Interno Bruto (PIB) apresenta sinais de recuperação tímida conforme os indicadores de conjuntura de agosto do Banco de Portugal (bportugal.pt/pt-PT/EstudosEconomicos/).

Os encargos da dívida pública continuam a disparar desenfreadamente nos membros da zona euro que procuram manter a austeridade, enquanto que se verifica maior estabilização económica nos países-membros que não aplicaram estas restrições como é o caso da Alemanha.

Na Alemanha o crescimento é escasso, mas o desemprego mantém-se baixo e o orçamento está controlado.

Mas as autoridades da zona euro estão ansiosos por apontar casos de sucesso e Portugal era uma promessa... não concretizada.

A Irlanda também é apontada como caso de sucesso... de curta duração! A Irlanda já voltou a cair na recessão.
Os esforços dos alunos-modelo não estão a dar os resultados pretendidos.

As reformas necessárias na função pública, não passam por despedimentos nem por reduções de salários sem regra como resposta ao chumbo do tribunal constitucional quanto aos pretendidos despedimentos na função pública. Verifica-se uma tendência de redução de postos de trabalho desde 2007 conforme informação da Pordata (pordata.pt/Portugal/Emprego).
As eleições autárquicas (http://www.autarquicas2013.pt/agendadas para  setembro apontam para uma derrota dos partidos da coligação da governação. Enfim, lá vem a Doce Alternância entre a coligação CDS/PSD e os PS.


Até o FMI que tem vindo a apoiar Portugal na recuperação da recessão económica, admite que a implementação do programa delineado pela troika enfraqueceu significativamente a recuperação económica.

A grande lacuna deste programa de recuperação é a falta de visão global do problema. 

Ninguém está a olhar para o quadro inteiro.

Ou a Europa arrepia caminho em relação à austeridade ou o resultado da receita será apenas mais pobreza (publico.pt/).

03 setembro 2013

Reutilização de manuais escolares SMARLE

SMARLE, serviço municipal de apoio à reutilização dos livros escolares. Este serviço, que funciona no gabinete do munícipe, todos os dias úteis, tem como objetivo a reutilização dos manuais escolares,  forma gratuita e sem burocracias, sendo destinado a todos os que necessitem de manuais escolares e a todos os que queiram partilhar os seus, fomentando o espírito de partilha entre a comunidade.

Reutilização de manuais escolares SMARLE
Reutilização de manuais escolares SMARLE

O SMARLE está associado ao Movimento Reutilizar.org, uma rede nacional de bancos de partilha de livros escolares, criado em 2011 pelo portuense Henrique Trigueiros Cunha e que tem como lema "Reutilizar é ainda melhor que reciclar".

01 setembro 2013

Marketing Digital

As empresas portuguesas têm um longo caminho a percorrer na abordagem ao marketing digital.

Os mercados mais expostos ao exterior acabam por ser aqueles com um maior investimento alocado ao digital.

Mas existe um conjunto de razões para o investimento ser reduzido em Portugal.

Existem quatro barreiras estruturais no mercado português.

- insuficiente know-how digital
- processos de mercado com a segregação da compra da criatividade e dos meios
- falta de competências no mercado para definição de estratégia digital
- inexistência de metodologias publicadas que ajudem a estruturar o desafio da estratégia digital.

No entanto o uso destes canais acaba por ser muitas vezes superficial.

As áreas com tendência de crescimento no investimento são lideradas pelo mobile e pelas redes sociais, espelhando desta forma os comportamentos do consumidor.

O digital prefigura-se uma oportunidade gigante, mas que se encontra por explorar.

É por aqui (ambiente digital) que os consumidores passam cada vez mais tempo e desempenham um conjunto mais alargado de actividades - entretenimento, informação, educação, socialização e compra.

Tem muitas potencialidades - venda, pré-venda, promoção, consumer insight, competitive intelligence, crowdsourcing (http://pt.wikipedia.org/wiki/Crowdsourcing), etc

Alcance global para empresas potencialmente exportadoras.

Altamente eficaz e mensurável, permitindo fazer investimentos certeiros e com elevado retorno.

Não tem praticamente requisitos de escala.

Esta oportunidade está disponível para todos de forma global e será agarrada por aqueles que se movam primeiro e da forma mais inteligente, aplicando iniciativa e estratégia no marketing digital.

29 agosto 2013

Situação financeira do país 1859

Custa a perceber a razão d'esta obscuridade nebuloza, a que se abriga e apega a sciencia dos nossos financeiros e estadistas. Para que isto é, não se sabe ao certo. Toda a gente faz as suas contas com lucidez, simplicidade e clareza. 

Ha mesmo tratados de escripturação mercantil, que ensinão o modo facil e compreensivel de arrumar os livros do negocio,  coordenar as verbas da receita e os capitulos da despeza, de pôr em dia as contas mais escuras e difficeis. 

Todos tem os seus livros de receita e despeza, todos sabem tomar nota do que devem, e do que hão-de haver, e só para as nossas finanças (Portugal) não ha-de haver um livro claro e facil, que explique os segredos da sua escripturação, nem uma sciencia accessível e desartificioza, que todos possão aprender e conhecer, e que explique e declare ao paiz em linguagem singela e franca a sua verdadeira e exacta situação financeira.

E é d'isto que antes de tudo nós carecemos hoje. Não conhecemos todos os encargos do estado, nem podemos avaliar o alcance e elasterio das receitas publicas. Ao orçamento não se pode perguntar nada. Alli tudo são mysterios, e tenebrozidades. As cifras não deixam vêr o mais tenue rayo de luz. A verdade está escurecida e toldada.

fonte:
O Jornal do Porto, 1859

28 agosto 2013

As fuzões politicas

Diz-se e sabe-se que o ministério actual nasceu da confederação de differentes parcialidades políticas, esquecidas com esse intuitos de mútuos aggravos, e antigos ressentimentos.
A oppozição, que se faz ao governo é principalmente derivada d'essa convenção política, que elevou ao poder homens de differentes procedências partidárias, e reprezentantes de oppostas escolas governamentais.

Jornal do Porto
Jornal do Porto

É necessário que se saiba o que há de repreensível no modo de ser da actual situação, ou o que tem de exagerados e improcedentes os argumentos, que se levantão contra a organização e conservação do ministério.

Esta questão não é de hoje, nem de hontem, é uma questão de alta doctrina política, versada e discutida desde que há governos constitucionais, e oppozições políticas, decidida sempre ao calor das circunstancias, e das conveniencias peculiares de cada situação.

Hoje é uma imoralidade, amanhã será uma exigenciados acontecimentos, ou uma necessidade da epocha.
Não se pode decidir no largo campo das abstracções doutrinais, prescindindo dos accidentes da politica, e dos acazos e indicações das oscillações partidarias.

fonte:
O Jornal do Porto, 1859

16 agosto 2013

Barramento de SMS e MMS de valor acrescentado

Foi aprovado e publicado o decreto-lei que regula os SMS e MMS de Valor Acrescentado


Lei n.º 42/2013
de 3 de julho

Artigo 45.º
3 — As empresas que oferecem redes de comunicações públicas ou serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público que sirvam de suporte à prestação de serviços de valor acrescentado baseados no envio de mensagem, incluindo SMS (short message service) ou MMS (multimedia messaging service), devem garantir que se encontre barrado, sem quaisquer encargos, o acesso a:

a) Serviços que impliquem o envio de mais de uma mensagem ou o envio de mensagens de forma periódica ou continuada; ou
b) Serviços que tenham conteúdo erótico ou sexual.

4 — O acesso aos serviços referidos no número anterior só pode ser ativado, genérica ou seletivamente, após pedido escrito efetuado pelos respetivos assinantes ou através de outro suporte durável à sua disposição.

5 — A pedido dos respetivos assinantes, as empresas que oferecem redes de comunicações públicas ou serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público que sirvam de suporte à prestação de serviços de valor acrescentado baseados no envio de mensagem devem, sem quaisquer encargos, barrar as comunicações, para tais serviços, independentemente da existência de contrato com o prestador desses serviços ou da sua eventual resolução.

6 — Para efeitos do número anterior, o barramento deve ser efetuado até 24 horas após a solicitação do assinante, por escrito ou através de outro suporte durável à sua disposição e facilmente utilizável, não lhe podendo ser imputados quaisquer custos associados à prestação dos serviços cujo barramento foi solicitado, após esse prazo.

7 — Anterior


Artigo 3.º
Disposição transitória
Ficam excecionadas da obrigação de barramento de comunicações prevista no n.º 3 do artigo 45.º as situações em que o assinante, em momento anterior à entrada em vigor da presente lei, tenha manifestado expressa e validamente, por escrito ou através de outro suporte durável à sua disposição, a vontade de aceder aos serviços, com exceção das mensagens de conteúdo erótico ou sexual, em que o utilizador tem que confirmar essa vontade por escrito ou através de outro suporte durável à sua disposição.

Artigo 4.º
Dever de informação aos clientes
Até à entrada em vigor da presente lei, os prestadores de suporte dos serviços de valor acrescentado têm que promover um aviso, por escrito, a todos os seus assinantes, informando sobre a alteração do regime de acesso aos serviços de valor acrescentado e sobre a necessidade de, querendo, solicitar o barramento dos serviços cujo acesso passa a ser facultado por defeito.

15 agosto 2013

O inevitável resgate financeiro de Portugal

Houve uma inevitabilidade sobre a decisão de Portugal em ter aceite o resgate da União Europeia para sobreviver à crise financeira cada vez mais onerosa.

O momento-chave foi quando Lisboa anunciou os resultados de um leilão de títulos. O dinheiro foi levantado a partir dos mercados, mas a um preço exorbitante, e o governo português foi confrontado com uma escolha simples: 
  • pedir emprestado aos mercados à taxa de 10%
  • pedir emprestado à União Europeia a metade dessa dessa taxa.

Os políticos andaram meses a declarar ao país que não existiria qualquer resgate financeiro ou alteração política e de repente torna-se claro que os acontecimentos saíram fora do controlo do governo.

Quais as consequências?

Primeiro lugar
Certamente não significa que a vida ficou mais fácil para Portugal, como os gregos e os irlandeses também podem testemunhar. 

Esta ajuda financeira proporcionada pela troika vem com amarras, 

Amarras da troika
Amarras da troika


e essas cordas significar o tipo de austeridade que levaram ao colapso do governo de José Sócrates. 

Em segundo lugar
Esta ajuda financeira não vai mudar o problema estrutural de uma economia que vive lutando para se manter competitiva dentro da união europeia. 

O custo dos produtos portugueses aumentou mais rápido que os da Alemanha, tornando-se menos competitiva, e, sem a válvula de segurança de desvalorização da moeda (já não existe a política cambial) e não será um período alargado de tempo com medidas austeras e com deflação que irá reduzir os custos domésticos.

Outras greves e agitações sociais se avizinham.

Em terceiro lugar, o tempo é importante

Será que o Banco Central Europeu (BCE) vai aumentar a taxa de juro dos empréstimos?

O BCE está alarmado com as recentes tendências da inflação e vai responder, tornando mais caro o empréstimo em curso, embora na última reunião do Conselho do BCE, a 1 de agosto, tenha decidido manter inalteradas as taxas de juro directoras.

Maiores taxas de juro para atacar a inflação provocam a desaceleração do crescimento e empurram para cima o custo do serviço da dívida: 

Esta é a pior notícia possível para a Grécia, Irlanda e Portugal, que estão a gerir dia-a-dia com elevados défices orçamentais e com as economias em recessão. 

O relatório de agosto do Conselho do BCE indica uma "estabilização da atividade em níveis reduzidos".

Finalmente temos Espanha

Aqui, a notícia foi melhor, com o diferencial entre as obrigações espanholas e alemãs a estreitar ligeiramente num momento em que os rendimentos da dívida portuguesa e irlandesa têm vindo a aumentar. 
A esperança é que Espanha se tem afastado de Portugal, apesar do baixo desempenho da sua economia.

Bruxelas espera que esta perspetiva esteja correta, porque Espanha é uma realidade diferente de Portugal:

É grande demais para falir e grande demais para salvar.

07 agosto 2013

Situação financeira portuguesa no Séc XIX

O que entre nós é mais desorganizado, incompreensível e anómalo é o sistema das finanças públicas. Não há ali ordem, nem método, nem regularidade fiscal, nem pensamento administrativo ou económico.
Tudo se tem criado e sobreposto ao acaso das flutuações políticas sem conexão nem uniformidade, sem estudo nem organização.

Cada ministério tem lembrado o seu expediente e acrescentado a anarquia caótica dos orçamentos com novos e sucessivos paliativos e até absurdos, onde umas vezes avulta a inepeia e a insensatez e outras vislumbra a má fé e a desonestidade.

Tome-se nas mãos um orçamento, folheiem-se algumas páginas, leiam-se os primeiros capítulos e digam depois, com a mão na consciência se aquelas colunas de algarismos são acessíveis a todas as inteligências e se a razão mais imparcial e mais perspicaz, pode, sem esforço, arrancar o fio e a luz da verdade àquele enredado labirinto, onde a ciência cautelosa dos nossos financeiros professos escondeu o segredo das receita e despesa públicas.

fonte:
O Jornal do Porto
numero 82
terça-feira 14 de junho de 1859

28 julho 2013

Triplicou o valor do incentivo fiscal


Triplicou o valor do incentivo fiscal de que pode beneficiar quando exige faturas com o número identificação fiscal (NIF).

A partir de agora o incentivo passa a ser de 15% do IVA constante de cada fatura. Esta alteração ocorreu através de Lei publicada no dia 24 de Julho, mas aplica-se a todas as faturas que foram emitidas com o seu NIF desde 1 de Janeiro, quando se refiram a prestações de serviços enquadradas nos seguintes setores de atividade:


i) Manutenção e reparação de veículos automóveis;
ii) Manutenção e reparação de motociclos, de peças e acessórios;
iii) Alojamento e similares;
iv) Restauração e similares;
v) Atividades de salões de cabeleireiro e institutos de beleza.


O valor do seu benefício fiscal já foi atualizado no site do e-fatura, no Portal das Finanças, podendo consultá-lo inserindo a sua senha de acesso.


A emissão de fatura é sempre obrigatória, mesmo quando não solicitada. Quando exige fatura, a AT assegura que o IVA que nela pagou será entregue ao Estado e não servirá para aumentar a economia paralela.

fonte: Autoridade Tributária (AT)

Veja também

Bruxelas dá luz verde à reestruturação dos bancos portugueses, mas impõe cortes mais suaves
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/07/bruxelas-da-luz-verde-reestruturacao.html)

26 julho 2013

Bruxelas dá luz verde à reestruturação dos bancos portugueses, mas impõe cortes mais suaves

Os "remédios" impostos pela Direção Geral da Concorrência (DGComp) da UE, a aplicar às instituições financeiras portuguesas, ajudadas pelo Estado, são comportáveis e, em grande parte, fazem parte da estratégia que os bancos iriam seguir de qualquer forma, mesmo que a tal não fossem obrigados.
Assim, a Comissão Europeia considera que os planos de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos (CGD), do Banco Português de Investimento (BPI) e do Banco Comercial Português (BCP) estão de acordo com as regras comunitárias, no que concerne aos apoios estatais.
Os planos de reestruturação do BPI e da CGD estão já formalmente fechados com Bruxelas. Quanto ao BCP, já existe acordo, mas não foi formalizado e o processo do Banif, que entrou mais tarde, ainda não está concluído nem garantida data para a sua aprovação. Há um ponto comum a todas as instituições: severa redução de estrutura - balcões e funcionários -, limitação dos salários dos banqueiros e proibição de realizar aquisições e desinvestimento no exterior, nos casos em que tal se aplica.
Recorda-se que o Estado português injetou 1,6 mil milhões de euros na CGD, cerca de 1,5 mil milhões no BPI e três mil milhões no BCP, tendo sido já reembolsado em apenas 580 milhões de euros.
O mercado acredita que a banca portuguesa não necessitará de fazer um segundo pedido de apoio financeiro à troika para se recapitalizar até final do programa em junho 2014.

Veja também
A crise de 2008-2009 e o nível do indice de confiança
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/07/a-crise-de-2008-2009-e-o-nivel-do.html)

25 julho 2013

A crise de 2008-2009 e o nível do indice de confiança

Crise 2008-2009
Aconteceu precisamente o oposto em 2008-2009, quando aumentou o nível dos despedimentos e rescisões amigáveis, bem como desabaram os preços das casas (bolha imobiliária), em simultâneo com o ajustamento do mercado de ações.
A confiança do consumidor japonês destacou-se pela positiva no seguimento da implementação da política económica agressiva do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, para estimular a economia.
O índice do nível de confiança diminuiu na América Latina, pelo segundo trimestre consecutivo. No entanto, os consumidores da América Latina e no Extremo Oriente permanecem mais confiantes sobre as perspetivas para a obtenção de trabalho e aumento da riqueza pessoal, nos próximos 12 meses.
Os norte-americanos foram os mais otimistas em relação às intenções de compra.
O Paquistão, Grécia e Colômbia registaram os maiores aumentos de confiança do consumidor entre o primeiro e o segundo trimestres de 2013, embora a Grécia ainda se situe nos mercados mais deprimidos a nível global.

24 julho 2013

Indice de confiança na Europa

Europa
Como os cortes na Despesa Pública, aumentos de impostos e desemprego elevado continuam a pesar sobre as famílias na Europa, a confiança do consumidor diminuiu em 14 dos 29 mercados europeus.
O consumidor europeu está em compasso de espera, vemos um conjunto distinto de camadas com consumidores alemães sendo o mais confiante, seguida pelos consumidores no Reino Unido, França e Itália e Grécia, onde a confiança é baixa e com tendência para diminuir.


indice de confiança na Europa

O Índice Global de Confiança do Consumidor subiu 1 ponto no segundo trimestre, para 94, depois de ter subido dois pontos no trimestre anterior. Os sinais dos consumidores permanecem pessimistas sobre as perspetivas globais.
O índice de confiança melhorou nos Estados Unidos, a maior economia do mundo, refletindo o aumento das oportunidades de emprego, os preços internos mais elevados e um mercado de ações a subir.
Quando os consumidores se sentem com algum dinheiro no bolso e também mais seguros sobre obtenção de emprego ou aumenta a perspetiva de manutenção do seu posto de trabalho, faz com que eles detenham maior nível de confiança.

Veja também
Os consumidores à escala global estão mais confiantes e menos preocupados com a procura de trabalho
(http://gestornosapo.blogspot.com/2013/07/os-consumidores-escala-global-estao.html)

23 julho 2013

Os consumidores à escala global estão mais confiantes e menos preocupados com a procura de trabalho

EUA, China e os consumidores japoneses estão mais otimistas no 2 º trimestre
·         A Indonésia permanece o mercado consumidor mais otimista
·         Português é o mercado consumidor mais pessimista
A confiança global do consumidor aumentou no segundo trimestre, com a perceção mais otimista sobre empregos, finanças pessoais e intenção de Despesa Pública nos Estados Unidos, China e Japão.
A Indonésia continua a ser o mercado consumidor mais otimista, seguido pelas Filipinas, tendo relegado a India para terceiro lugar.
Portugal manteve a sua posição como o mercado consumidor mais pessimista, que foi registada antes do início da crise política. Hungria e Itália surgem logo de seguida como os mercados consumidores mais pessimistas.

Veja também
Grécia aprova plano para despedir milhares de funcionários públicos
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/07/grecia-aprova-plano-para-despedir.html)

18 julho 2013

Grécia aprova plano para despedir milhares de funcionários públicos

O governo de coligação grego, aprovou projeto-lei, para despedir milhares de trabalhadores do setor público. Protestaram milhares de trabalhadores em frente ao Parlamento, cantando slogans anti-austeridade.

Esta votação foi o primeiro grande teste para a coligação de dois partidos do primeiro-ministro Antonis Samaras, que perdeu um aliado, desde o corte abrupto da emissora estatal, no mês passado, e o deixou com uma maioria escassa de cinco lugares no parlamento de 300 lugares.

Grécia aprova plano para despedir milhares de funcionários públicos
Grécia aprova plano para despedir milhares de funcionários públicos


O projeto inclui planos extremamente polémicos com transferência e programa de rescisões para 25 mil funcionários públicos - principalmente professores e policias municipais – tendo provocado uma semana de marchas quase diárias, manifestações e greves em protesto.

Cerca de 5.000 gregos inundaram a rua, frente ao Parlamento, com a aproximação da votação, entoando algumas frases como: "Nós não vamos sucumbir, a única opção é resistir" e segurando balões pretos – a afluência às urnas foi muito menor do que nos protestos do ano passado.

"Após 12 anos de trabalho, eles despedem-nos numa noite", disse entre soluços, Patra Hatziharalampous, um guarda de escola de 52 anos de idade, em uniforme. "Se o governo grego tiver alguma coragem, devem dizer não ao resgate financeiro e recuperar alguns artigos do projeto de lei".

As reformas foram aprovadas horas da chegada a Atenas para sua primeira visita à Grécia desde a crise da dívida começou em 2009, do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble - principal proponente da Europa da austeridade e responsabilizado por muitos gregos pelos seus problemas.

Antes da votação, Samaras anunciou o corte de impostos na Grécia desde o início da crise que dura há cerca de quatro anos, numa tentativa de acalmar os protestos de uma opinião pública cada vez mais desesperada.

"Nós não vamos relaxar", proferiu Samaras num discurso-surpresa na televisão ao anunciar que o imposto sobre o valor acrescentado (IVA) em restaurantes seria reduzido de 23% para 13%, a partir 1 de agosto.


Veja também

Despedimento coletivo (http://gestornosapo.blogspot.com/2013/07/despedimento-coletivo.html)

13 julho 2013

Despedimento coletivo

Segundo dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT), o número de empresas que recorreram ao despedimento coletivo aumentou também 30% até maio (de 387 para 482). 

12 julho 2013

Desemprego jovem

A Europa encara um sério e grave problema. O flagelo do desemprego juvenil na Europa não pára de crescer. Quase um quarto dos jovens europeus com menos de 25 anos não tem emprego. A França e Alemanha já anunciaram um programa de 6 mil milhões de euros. 
Ainda assim, os jovens qualificados reúnem mais hipóteses de obtenção de emprego.

Veja também
Desemprego na zona euro em máximos
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/07/desemprego-na-zona-euro-em-maximos-da.html)

11 julho 2013

Salvação Nacional sem dúvidas

Para quem nunca se engana e raramente tem dúvidas, trata-se de uma jogada de alto risco político, estratégico e macroeconómico. Tudo isto porque o presidente da república portuguesa, Cavaco Silva, decidiu sair da sombra política e exercer uma obrigação de presidente: pronunciar-se sobre o estado do país.
Propõe uma Junta de Salvação Nacional, porque não acredita neste Governo "remodelado" e comandado por Paulo Portas e coadjuvado por Passos Coelho.
Vamos ter governo até junho de 2014 ?

10 julho 2013

Agravamento no atraso nos pagamentos

As empresas portuguesas registam um atraso médio de 31 dias nos pagamentos no primeiro trimestre, tendência em agravamento desde 2008, colocando Portugal como um dos piores em relação à europa.
Joao Pires

Desemprego na zona euro em máximos da década de noventa

A taxa de desemprego tem vindo a agravar e já ultrapassou 12% em maio, nos países do euro. 
A diferença das taxas de desemprego na zona euro tem vindo a aumentar desde o início da crise financeira em julho 2008.
No conjunto dos 17, Portugal manteve a terceira taxa de desemprego, a seguir à Grécia e Espanha.
As tendências do desemprego são diferentes, conforme variam os grupos de população.

Fontes: OCDE e Eurostat

A Europa incentiva a criação de agência com poderes para fechar bancos em dificuldades

A Comissão Europeia (CE) propôs a criação de uma agência para salvar ou fechar bancos falidos, mas a ausência de um fundo próprio de resgate imediato para fazer o saneamento financeiro desses bancos pode trazer dificuldades na concretização desse objetivo.

A Europa prevê lucros no fecho do segundo trimestre

Alimentação, bebidas, tecnológicas e empresas financeiras europeias serão as estrelas dos ganhos do segundo trimestre, dado estes segmentos encontrarem-se em franca recuperação, enquanto que países, como Portugal, que vendem para os mercados emergentes podem vir a perder nesse período.

Crise na governação portuguesa

Estamos habituados a crises políticas como hecatombes, derrocadas, tsunamis, furacões e outros fenómenos da natureza. 
Aquilo que mais custa aos cidadãos e contribuintes é a credibilidade que o país gozou até hoje e que levou anos a conquistar e que em escassos segundos se destruiu com uma ou várias declarações políticas ao país.

Foram dois anos de árduos sacrifícios.

Já se ganhou muito, nomeadamente no regresso aos mercados financeiros, pois o país não pode viver sem o refinanciamento.
Também se ganhou na descida da taxa de juro, que hoje voltou a galopar sem fim e a recuperação parcial da soberania financeira.

04 julho 2013

A crise criada pelas demissões dos ministros das Finanças e dos Negócios Estrangeiros de Portugal


O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho e o seu parceiro de coligação no governo, Paulo Portas arriscaram uma crise política que poderá deitar por terra todos os esforços desenvolvidos ao longo de dois anos para emergir do resgate internacional.

O primeiro-ministro disse que o seu governo iria sobreviver à crise criada pelas demissões de ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas e o seu ministro das Finanças Vitor Gaspar, esta semana, o que coloca em causa a maioria na Assembleia da Republica.

"Estou confiante de que seremos capazes de superar essa dificuldade", proferiu Passos Coelho aos jornalistas depois de uma reunião dos líderes europeus para discutir o desemprego juvenil, em Berlim.

O CDS-PP de Paulo Portas reuniu durante todo o dia na quarta-feira e decidiu que o líder iria falar com o primeiro-ministro, numa tentativa de encontrar uma maneira de sair desta crise politica, a pior crise desde que Portugal recebeu o resgate financeiro em 2011.

Luís Queiró, membro do CDS-PP, disse que as negociações teriam como objetivo "definir as circunstâncias que garantem uma solução viável para os governantes de Portugal".

Apesar dos movimentos para curar a ferida, que foi provocada por dúvidas profundas e crescentes em Portugal mais austeridade implacável do governo para cumprir os termos do seu resgate, muitos analistas disseram que era apenas uma questão de tempo até o governo cair.

O Gabinete do Presidente Aníbal Cavaco Silva disse que tinham já começado as reuniões com os partidos políticos para encontrar uma solução, durante a próxima semana.

A oposição quer eleições já

António José Seguro, líder da oposição, deixou já claro e após a reunião com o Presidente da Republica que o seu partido quer eleições antecipadas.

"Nós consideramos que o país tem que voltar rapidamente para ter um governo com coesão e força", Seguro disse aos jornalistas, propondo um voto em 29 de setembro, para coincidir com as eleições locais.

Sem solução iminente, os preços das ações tiveram uma queda abruta na bolsa, tendo até sido suspenso o short-selling.

Os credores de Portugal - a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) - eram esperados em Lisboa para iniciar a sua próxima revisão da economia em 15 de julho, mas em face destes acontecimentos mais recentes, a visita pode agora ser adiada.

12 junho 2013

Os países mais pobres contribuem para o financiamento do FMI

Os países mais pobres que contribuem para o financiamento do FMI reclamam ter que sustentar a Europa rica. 

Mais da metade dos empréstimos do FMI vão para a zona do euro. O FMI já contribuiu com cerca de um terço do dinheiro usado para resgatar países como Portugal, Irlanda e Grécia, com o restante vindo de outros países da zona do euro.

Historicamente, a Europa nunca havia tomado empréstimos do FMI. Agora os empréstimos têm vindo a aumentar de forma dramática.

Líderes e cidadãos de países como a Grécia, Portugal e Irlanda, queixaram-se amargamente sobre os termos que o FMI, como parte da troika, juntamente com o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, impuseram condições em troca de empréstimos.

Além de cortes orçamentais e aumentos de impostos, os governos têm sido pressionados para reverter algumas regras que protegem os trabalhadores contra o despedimento e impor outras mudanças impopulares.
Mesmo se o FMI repensar a sua posição sobre a austeridade, irá continuar a exigir condições estritas porque essa é a única vantagem que a organização tem para obter o seu dinheiro de regresso.



Mas mesmo aqueles que têm dúvidas sobre o papel do FMI na Europa não vejo nenhuma alternativa. A organização será, inevitavelmente, uma força na Europa nos próximos anos, por causa do dinheiro que ele emprestou e por causa de seu papel tradicional como cão de guarda sobre as políticas económicas e orçamentais dos seus membros.

10 junho 2013

A fadiga de austeridade na periferia da zona do euro é claramente evidente

A miríade de desafios enfrentados pela economia global nunca foram tão longe.

Na Europa, o risco do desaparecimento do euro e uma perda de acesso ao mercados de financiamento por Espanha e Itália foram reduzidos por decisão no ano passado pelo Banco Central Europeu (BCE). Mas os problemas fundamentais da união monetária - baixo potencial de crescimento, recessão contínua, perda de competitividade, e grandes stocks de dívida pública e privada - esses não foram ainda resolvidos.

Além disso, o grande acordo entre o núcleo duro da zona do euro, o BCE, e a periferia - austeridade dolorosa e reformas em troca de apoio financeiro em grande escala - é agora cada vez mais dificil de atingir, e a fadiga de austeridade na periferia da zona do euro aumenta.

A fadiga de austeridade na periferia é claramente evidente a partir do sucesso das forças anti-establishment em recente eleição da Itália; grandes manifestações de rua em Espanha, Portugal, e noutros lugares, e agora mais recentemente o resgate fracassado de bancos cipriotas, que tem alimentado grande indignação pública. 

Enquanto isso, a insistência da Alemanha em impor perdas aos credores bancários no Chipre é o último sintoma de fadiga resgate no núcleo duro.

Outros membros da do núcleo duro da eurozona, ansiosos para limitar os riscos aos seus contribuintes, já sinalizaram igualmente que o caminho do futuro é a imputação de responsabilidades aos credores bancários.

Fora da zona euro, o Reino Unido está restaurar o crescimento, devido aos danos causados ​​pelos esforços de consolidação fiscal, enquanto o sentimento anti-austeridade também está a surgir na Bulgária, Roménia e Hungria.

A Agricultura Biológica está presente no Discurso do Presidente da República

A Agricultura Biológica está presente no Discurso do Presidente da República na Sessão Solene das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
Elvas, 10 de junho de 2013

"... a agricultura biológica tem tido um crescimento muito significativo, ocupando já cerca de 210 mil hectares e 2.800 produtores, facto a que não é alheia a preocupação crescente dos consumidores com a segurança e com a qualidade alimentar."


E a Naturocoop (http://www.naturocoop.org/) contribui para o crescimento e divulgação da agricultura biológica.

28 maio 2013

A China aumentou o apetite pelo "made in Portugal"

A maior população do mundo está a virar a sua atenção para a produção portuguesa. A China é deficitária na área agrícola, o que constitui uma excelente oportunidade para os produtos tradicionais portugueses como o vinho, azeite, lacticínios e arroz do Mondego.

Este é um bom momento para as empresas portuguesas considerarem a internacionalização para as cidades que se estão a tornar no motor de crescimento da China e que, muitas vezes, representam, individualmente, territórios com população que excede a de muitos países europeus.

26 maio 2013

Compras online originam maior número de reclamações

As denúncias associadas a compras na online têm vindo a crescer, as quais se prendem maioritariamente com atrasos na entrega dos produtos ou com a desilusão de receber em casa algo diferente do visualizado online.

Nota-se o aumento de denúncias e a tendência é de crescimento, porque o comércio electrónico é cada vez mais usado para adquirir produtos e contratar serviços.

De acordo com um estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE),  o número de pessoas a efectuar encomendas pela Internet duplicou.

Nota negativa para os sites de comércio electrónico que que demoraram mais de 30 dias a reembolsar o montante pago, após uma devolução:


Grande Marca
Grande Marca
Expansys
Expansys
Worten
Worten
Minfo
Minfo



Várias violações dos direitos dos consumidores

Um exemplo são as cláusulas ilegais ou abusivas nas condições, como a menção à não devolução das despesas de envio e a divulgação ou venda dos dados pessoais dos consumidores.

Chumbo de 5 lojas porque não reembolsaram o montante pago pelo produto devolvido, no prazo de 30 dias previsto na lei. Também a recusa em devolver as despesas de envio, mesmo quando solicitadas, é inadmissível, mas foi o que fizeram a Chip7 (http://www.chip7.pt/), a Redcoon (http://www.redcoon.pt/), a Mbit (http://www.mbit.pt/), a Prinfor (http://www.prinfor.pt/) e a Colorfoto (http://www.colorfoto.pt/).

Chip7
Chip7
Colorfoto
Colorfoto
Prinfor
Prinfor
Mbit
Mbit
Redcoon
Redcoon

Compete à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) a respetiva fiscalização a aplicação das respetivas sanções e a tutela cabe ao Ministério da Economia.

Termos e Condições de Venda
No que respeita às lojas online, devem estas divulgar de forma inequívoca e simples os termos e as condições de venda.
Destas deve constar informação sobre o uso dos dados pessoais e o direito de retificação dos mesmos, bem como a possibilidade de rescindir o contrato e respetivo prazo. O sistema de “duplo clique”, que leva o consumidor a confirmar por duas vezes que concorda com as condições de venda e com a encomenda, deve ser a regra. Deste modo, evita-se que aceite, por lapso, propostas comerciais pouco claras.
Em suma:
  • Uso dos dados pessoais
  • Direito à retificação dos dados pessoais
  • Possibilidade de rescindir o contrato
  • Sistema de duplo clique
  • Apoio ao cliente eficaz
  • Meios de pagamento c/ possibilidade de "chargeback"
  • Apurar eventuais taxa alfandegárias
  • Confirmar prazo de entrega da mercadoria
  • Utilizar envio à cobrança (paga no ato da entrega, embora exista uma comissão)
  • Comparar as várias ofertas para o mesmo produto

Os envios à cobrança podem ter associado uma comissão (geralmente entre 2% e 6%), mas eliminam o atraso na entrega após pagamento.
Por vezes o preço de um produto pode parecer mais caro, mas as comissões associadas (portes de envio e comissões de envio à cobrança) podem ser inferiores, pelo que importa comparar o preço final.

As compras online são práticas, mas, com princípios como os encontrados, as lojas online afastam os consumidores.

Os termos e condições de venda online devem ser cuidadosamente lidos e interpretados antes de realizar cada compra online.

Deve ser criado um sitio comparador das lojas online onde se avalie permanentemente o seu desempenho através da experiência dos consumidores.

fontes: ASAE, DECO, Min Economia, INE

Veja também:
Os profissionais liberais e a nuvem 
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/03/os-profissionais-liberais-e-nuvem.html)

14 maio 2013

Eletricidade não compensa

A compensação da EDP de sete milhões de euros devido ao erro de instalação de contadores ainda não ocorreu. Mas os clientes têm que pagar as suas faturas atempadamente. 
A entidade reguladora do setor (ERSE) já determinou que a compensação é para pagar de forma tempestiva.

28 abril 2013

História da Classe Bancária

Em 1967 a Classe Bancária, aproveitando a Primavera Marcelista e com a queda do governo de Salazar, fez eleger para a Direção do Sindicato dos Bancários do Norte, um conjunto de personalidades ligadas aos movimentos de oposição e aos movimentos católicos que se vão opondo quer ao patronato quer às entidades oficiais, exigindo, em muitos casos, a actuação de entidades fiscalizadoras da atividade bancária que assegurem o cumprimento dos horários de trabalho e a progressão da carreira profissional dos seus Associados. 

19 abril 2013

A crise na Zona Euro aumentou o poder do FMI


Quando Wolfgang Schäuble, o ministro das Finanças alemão um dos principais impulsionadores da política europeia, comemorou seu aniversário de 70 anos num teatro em Berlim, em setembro passado, duas das mulheres mais poderosas do mundo dedicaram palavras calorosas em sua honra: Angela Merkel e Christine Lagarde.

Christine Lagarde, diretora do FMI, é grande amiga de Wolfgang Schäuble, o ministro das Finanças alemão.

A presença da Sra. Lagarde reflete a sua proximidade e a amizade de longa data com o Sr. Schäuble. Mas foi também uma confirmação do estatuto que a Sra. Lagarde adquiriu na Europa, como resultado da crise do euro.

O FMI tem mais a dizer sobre a gestão de crises que muitos membros da zona do euro, e Lagarde tornou-se quase figura de Estado, cujas opiniões têm mais peso que a de muitos líderes eleitos. De facto, sem dinheiro e os conselhos do FMI, a Zona Euro poderia não existir.

Porque Christine Lagarde é ouvida e respeitada pelo Sr. Schäuble, também tem desempenhado um papel importante superar a relutância alemã em aceitar propostas destinadas a reforçar a zona euro, como um supervisor bancário centralizado.

Recentemente, tem havido sinais de que Lagarde está procurando chamar a atenção do Sr. Schäuble e a liderança alemã para moderar seus pontos de vista sobre uma questão que é central para a crise: o grau de austeridade que devem ser impostas a países como a Grécia e Portugal.

Nos últimos três anos, o FMI e Alemanha têm vindo a insistir que os beneficiários da ajuda externa devem cortar os gastos do governo (Despesa Publica) e aumentar os impostos. Mas mais recentemente Lagarde foi argumentando que muita austeridade pode ser contraproducente.

Uma mudança de posição no FMI, transformaria o debate na Europa. Mas o facto de a organização estar tão envolvida em assuntos europeus é controversa, tanto dentro como fora do continente, e poderá ser uma fonte de discórdia, quando o FMI e o Banco Mundial realizam as suas reuniões de primavera em Washington.

Os países mais pobres ... (cont.)

16 abril 2013

Novas tensões sociais em Portugal

Teme-se um aumento das tensões sociais nos países em que os processos de ajustamento sejam percecionados como "injustos", como é o caso de Portugal entre outros países. A crise terá segmentado a economia global a "três velocidades"

Tensões Sociais


Não é o processo de ajustamento em si, porque as pessoas até entendem que não podem viver acima das suas possibilidades, mas porque sentem o peso das injustiças do processo de ajustamento.

O desemprego continua a ser um dos grandes desafios, pois a tendência de aumento do desemprego, mantém-se e consequentemente o aumento da tensão social.

Veja também
Extensão de prazo até 7 anos 
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/extensao-de-prazo-ate-7-anos.html)

15 abril 2013

Extensão de prazo até 7 anos


Os ministros europeus das Finanças da União Europeia aprovaram a extensão de prazo a Portugal e Irlanda para pagar os seus empréstimos de resgate, mais tarde do que o inicialmente acordado, numa tentativa de ajudar os dois governos a reencontrar o seu caminho a partir do próximo ano.

Conseguindo a Irlanda regressar aos mercados ainda este ano para se financiar inteiramente nos mercados, seria uma validação da estratégia da zona do euro no combate à crise, bem como à austeridade do governo e "reformas estruturais".

Portugal está numa posição mais difícil. A sua economia irá contrair significativamente este ano (2012), após o chumbo do tribunal constitucional, tendo rejeitado recentemente algumas das medidas de austeridade propostas pelo governo para satisfazer as exigências do seu programa de resgate. O governo está a preparar novos cortes nomeadamente ao nível da despesa pública, substituir os chumbos do tribunal.

É crucial que tanto a Irlanda e Portugal continuem no caminho dos programas de ajustamento. A combinação do crescimento com o reforço de medidas e de consolidação fiscal irão devolver a confiança aos investidores.

Na zona do euro os governos concordaram numa extensão de sete anos para o prazo médio dos empréstimos feitos para a Irlanda e Portugal pelo fundo do bloco de moeda do resgate temporário, o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF). Os ministros das Finanças dos 27 governos da UE também concordaram em estender os prazos de vencimento dos empréstimos feitos para os dois governos a partir de um fundo de resgate independente apoiado pelo orçamento da UE.

Os ministros da UE terão que resolver um dos problemas mais difíceis enfrentados pelo bloco: a concepção de um sistema de regras para a morte ordenada dos bancos falidos. Após a confusão que reinou durante as negociações sobre o resgate de Chipre, os governos querem dar certezas aos mercados, ditando essas regras o mais rápido possível.

O bloco de moeda é dividida em muitos pontos. Os governos alemão, holandês e finlandês querem  fazer "bail-ins" com os credores dos respectivos bancos para que as suas reivindicações sejam convertidas em instrumento de equidade, para lidar com bancos em dificuldades.

Outros governos temem que isso poderia aumentar o custo de financiamento do banco da zona do euro, em particular para os países que não têm dinheiro para recapitalizar seus próprios bancos.

A zona do euro concordaram que o Mecanismo Europeu de Estabilidade, fundo de resgate do bloco permanente, permitirá bombear capital directamente nos bancos em dificuldades, desde que um regulador único banco da zona do euro esteja a funcionar em pleno. 
Mas a Alemanha e outros países-membros querem capitalização bancária directa para ser usado como um último recurso, só depois dos governos nacionais, investidores privados e até mesmo credores bancários foram solicitados a contribuir com fundos.


Veja também
O que posso consultar na internet, relativo ao IRS? 
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/o-que-posso-consultar-na-internet.html)

11 abril 2013

O que posso consultar na internet, relativo ao IRS?

Na opção Cidadãos/Consultar/IRS poderá consultar as declarações entregues nos últimos anos e as divergências detetadas.

Na opção Cidadãos/Obter/Comprovativos poderá obter um comprovativo da entrega da declaração de IRS.

IRS 2012
IRS 2012


Na opção Cidadãos/Consultar/Informação Financeira/Movimentos Financeiros poderá aceder à informação de cobrança.


Quem está dispensado de apresentar declaração de IRS 2012 ?
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/quem-esta-dispensado-de-apresentar.html)
Como obter certidões de IRS?
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/como-obter-certidoes-de-irs.html)

Como obter certidões de IRS?

Para obter uma certidão de liquidação de IRS pela internet deve utilizar a opção: Cidadãos/Obter/Certidões/Efetuar pedido/Liquidação de IRS. Depois de indicar o ano, a certidão é gerada e pode ser impressa no seu computador.

IRS 2012
IRS 2012


A certidão emitida por via eletrónica contém, no canto inferior esquerdo, uma caixa denominada “Elementos para validação da certidão”, que permite que a entidade destinatária da mesma comprove a sua autenticidade através da opção:

Cidadãos/Obter/Validação de Documento, bastando para tal inserir aqueles elementos sem necessidade de qualquer autenticação.


Quem está dispensado de apresentar declaração de IRS 2012 ?
http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/quem-esta-dispensado-de-apresentar.html

O que posso consultar na internet, relativo ao IRS?
http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/o-que-posso-consultar-na-internet.html

Quem está dispensado de apresentar declaração de IRS 2012 ?

DISPENSA DE APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO

IRS 2012
IRS 2012

Ficam dispensados de apresentar a declaração de IRS os sujeitos passivos que, no ano a que o imposto respeita, apenas tenham auferido, isolada ou cumulativamente:
  1. Rendimentos tributados pelas taxas previstas no artigo 71.º do CIRS e não optem, quando legalmente permitido, pelo seu englobamento;
  2. Rendimentos de pensões pagas por regimes obrigatórios de proteção social e rendimentos do trabalho dependente, de montante inferior a 72% de 12 vezes o salário mínimo nacional mais elevado (€4.104,00).


Como obter certidões de IRS?
http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/como-obter-certidoes-de-irs.html



O que posso consultar na internet, relativo ao IRS?
http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/o-que-posso-consultar-na-internet.html

Por quem é detida a dívida portuguesa ? (cont.)



Quanto às necessidades de financiamento da economia portuguesa, o documento da 'troika' e do FEEF refere que o nível de emissão de dívida antes da crise rondava os 10 a 12 mil milhões de euros por ano (7 a 8% do produto), as quais deverão ascender aos 14 a 15 mil milhões de euros em 2014 e 2015. A 'troika' recomenda que Portugal consiga uma extensão de sete anos para o prazo de pagamento do empréstimo.

Presentemente o ministro das Finanças, Vitor Gaspar, está na Irlanda a justificar o alargamento do prazo.

A Irlanda deverá receber apoio total, ao passo que o apoio a uma extensão dos prazos a Portugal poderá ser condicional, dependendo da capacidade de o executivo liderado por Passos Coelho encontrar medidas para compensar cerca de 1.300 milhões de euros, depois de o Tribunal Constitucional ter 'chumbado' quatro artigos do Orçamento do Estado deste ano.

Inicio

Por quem é detida a dívida portuguesa ?

Os detentores da dívida portuguesa são sobretudo especuladores do mercado.

A 'troika' e o FEEF mostram-se preocupados com o facto de a dívida portuguesa estar a receber a atenção sobretudo de investidores especulativos, e não de investidores tradicionais.

Houve uma participação estrangeira particularmente forte no último leilão de emissão de títulos de dívida (perto de 93%), especialmente dos Estados Unidos.

Mas uma porção ampla desta emissão foi estranhamente comprada por investidores especulativos como 'hedge funds' (25%) ou gestores de ativos, com uma participação extremamente baixa de investidores institucionais convencionais, bancos centrais e outras instituições oficiais (apenas 4% em fundos de pensões e seguros)".

A 'troika' aponta alguns riscos de financiamento que se colocam a Portugal, nomeadamente a elevada necessidade de financiamento nos próximos anos e o facto de o 'rating' atribuído pelas agências de notação financeira estar em níveis de não investimento.

07 abril 2013

Eleições para os Orgãos Sociais do Sindicato dos Bancários do Norte (SBN)

Sindicato dos Bancários do Norte (SBN)
Sindicato dos Bancários do Norte (SBN)


De acordo com as mais recentes sondagens quanto às intenções de voto, assiste-se a uma transferência de intenção de voto para a Lista i nas eleições para os Orgãos Sociais para o Sindicato dos Bancários do Norte (SBN).



Intenções de voto SBN Sindicato dos Bancários do Norte
Intenções de voto


Veja também
Falta de confiança política em António Coelho Marinho
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/falta-de-confianca-politica-em-antonio.html)

06 abril 2013

Falta de confiança política em António Coelho Marinho


Parabéns ao atual presidente do Sindicato dos Bancários Norte (SBN), Mário Mourão, da tendência socialista (TSS), que tomou a decisão de afastar António Coelho Marinho, ex-administrador do BPN e arguido no caso BPN, da possibilidade de assumir a Direção dos SAMS.



Mas António Coelho Marinho continua candidato pela Lista E aos Orgãos do SBN.

Deduz-se então, e na ausência de qualquer declaração do líder da Tendência Social Democrata (TSD), Alfredo Correia, que continua a gozar de apoio político dos TSD.

Então, como é possível que estas tendências continuem em coligação para as Eleições mais importantes para a Classe Bancária ?


Ler mais

Retirada da nomeação de António Coelho Marinho da gerência dos Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS)

(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/retirada-nomeacao-de-antonio-coelho.html)

05 abril 2013

Retirada da nomeação de António Coelho Marinho da gerência dos Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS)


Ainda assim, o antigo administrador do BPN, António Coelho Marinho e atual arguido no caso BPN mantém-se na lista E ao Conselho Geral do Sindicato dos Bancários do Norte (SBN).

Como evitar despedimentos

Num momento de grandes mudanças dos mercados, os bancos têm que dar respostas rápidas, devendo ser capazes de adaptar a força de trabalho, priveligiando a mobilidade interna e não os despedimentos.

Não aos depedimentos

Reforçar negociação coletiva

É fundamental reforçar a Negociação Coletiva.
A negociação coletiva do Sindicato dos Bancários Norte (SBN) centrou-se muito, até agora, nas cláusulas de incidência económica, em prejuízo das restantes matérias, designadamente com as condições de trabalho.

Artigos relacionados

O candidato ao Sindicato dos Bancários Norte arguido no processo BPN

Antonio Coelho Marinho, ex-administrador e arguido no caso BPN é candidato ao Sindicato dos Bancários Norte (SBN)n o que considero uma desonra para a classe bancária.

Propoe-se ainda a gerir os Serviços de Assistencia Medico Social (SAMS) daquele sindicato, uma área sensível da qual depende a saúde dos seus sócios e agregado familiar, em particular os seus filhos.

Na próxima terça-feira o seu nome vai a votos nas eleições do SBN na lista dos Trabalhadores Social-Democratas (TSD).

16 março 2013

Bancários de Portugal

Próximo dia 9 de abril vão decorrer eleições para os Órgãos Sindicais do Sindicato dos Bancários Norte (SBN).

Bancários 2013 já têm alternativa:

Bancários de Portugal !

A Comissão de Fiscalização Eleitoral iniciou de imediato os seus trabalhos e na continuação dos mesmos analisou os diversos processos de candidatura apresentados e identificados alfabeticamente pela respectiva ordem de entrada no Sindicato.

A lista "i" Bancários de Portugal está já em campanha:

11 março 2013

A recessão e a austeridade não vão durar para sempre

Mas vão durar até quando ?

Quantos mais dias, meses ou anos vão ser necessários para refazer da crise? Estima-se que o pico do desemprego seja atingido no final de 2013. E até lá? Será que ainda vamos receber novas vagas de crise vindas do exterior ? Subir, baixar ou não fazer nada quanto aos salários? Aumentar o ritmo das obras publicas? Diminuir a despesa com a saúde? Facilitar as rescisões por mútuo acordo com o alargamento das cotas para o subsidio de desemprego?

Veja também
PIB 2012 na penumbra (http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/03/pib-2012-na-penumbra.html)

PIB 2012 na penumbra

Mas... há luz ao fundo do túnel ?

2012 é‎ pior registo do PIB português desde 1975. Confirmam-se as estimativas do INE: a economia contraiu 3,2% em volume em 2012 e 3,8% no último trimestre do ano passado, o que não é um bom augúrio para este primeiro trimestre (ou semestre) de 2013 ...

Veja também
Limites aos salários milionários

(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/03/limites-aos-salarios-milionarios.html)

05 março 2013

Limites aos salários milionários

04 março 2013

Leilão da divida publica

No inicio deste ano, o governo portugues emitiu divida publica. Os grandes interessados foram os fundos de especulação, sobretudo os fundos norte-americanos, que compraram a quase totalidade da divida emitida.

Em vez do habitual leilão da divida publica, terá havido uma venda sem riscos previamente combinada entre os bancos e os fundos de investimento que administram e garantida pelo Banco Central Europeu (BCE).

Abreu Pires