19 abril 2013

A crise na Zona Euro aumentou o poder do FMI


Quando Wolfgang Schäuble, o ministro das Finanças alemão um dos principais impulsionadores da política europeia, comemorou seu aniversário de 70 anos num teatro em Berlim, em setembro passado, duas das mulheres mais poderosas do mundo dedicaram palavras calorosas em sua honra: Angela Merkel e Christine Lagarde.

Christine Lagarde, diretora do FMI, é grande amiga de Wolfgang Schäuble, o ministro das Finanças alemão.

A presença da Sra. Lagarde reflete a sua proximidade e a amizade de longa data com o Sr. Schäuble. Mas foi também uma confirmação do estatuto que a Sra. Lagarde adquiriu na Europa, como resultado da crise do euro.

O FMI tem mais a dizer sobre a gestão de crises que muitos membros da zona do euro, e Lagarde tornou-se quase figura de Estado, cujas opiniões têm mais peso que a de muitos líderes eleitos. De facto, sem dinheiro e os conselhos do FMI, a Zona Euro poderia não existir.

Porque Christine Lagarde é ouvida e respeitada pelo Sr. Schäuble, também tem desempenhado um papel importante superar a relutância alemã em aceitar propostas destinadas a reforçar a zona euro, como um supervisor bancário centralizado.

Recentemente, tem havido sinais de que Lagarde está procurando chamar a atenção do Sr. Schäuble e a liderança alemã para moderar seus pontos de vista sobre uma questão que é central para a crise: o grau de austeridade que devem ser impostas a países como a Grécia e Portugal.

Nos últimos três anos, o FMI e Alemanha têm vindo a insistir que os beneficiários da ajuda externa devem cortar os gastos do governo (Despesa Publica) e aumentar os impostos. Mas mais recentemente Lagarde foi argumentando que muita austeridade pode ser contraproducente.

Uma mudança de posição no FMI, transformaria o debate na Europa. Mas o facto de a organização estar tão envolvida em assuntos europeus é controversa, tanto dentro como fora do continente, e poderá ser uma fonte de discórdia, quando o FMI e o Banco Mundial realizam as suas reuniões de primavera em Washington.

Os países mais pobres ... (cont.)

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